quarta-feira, 4 de novembro de 2009

12 DE NOVEMBRO: DIA MUNDIAL DO HIP HOP



Em novembro é celebrado o mês da consciência negra e, por isso, a cena hip hop carioca com o apoio da Secretaria Estadual de Educação, da Secretaria Municipal de Cultura e do Oi Futuro vai promover um grande encontro para ajudar nesta conscientização. Dia 12 de novembro (quinta), acontecerão na cidade do Rio de Janeiro diversos encontros de artistas envolvidos com este movimento e atividades baseadas nos quatro elementos da cultura hip hop: Rap, DJ, Grafite e B. Boy.

A ideia é se reunir em uma tarde de celebração, mobilização e conexão, onde diversos artistas e ativistas da cena hip hop, além de grupos e instituições vão, juntos, reforçar o ‘espírito plural’ deste movimento. O evento será uma marcha que começa na Candelária, passa pelas ruas do Centro até chegar ao Buraco do Lume, no Largo da Carioca. As Secretárias Estaduais Adriana Rates, de Cultura e Tereza Porto, da Educação e o Subsecretário Municipal de Cultura, Mario Del Rei, reconhecendo a importância da cultura hip hop para as ações de educação e política cultural da cidade, também participarão do evento.

Com performances de B.Boys, Jam Sessions com MC’s, rachas de DJ’s e intervenções de grafite, o Hip Hop Celebra quer integrar diversas tribos, além de abrir espaço para o funk, reggae, samba, poesia, teatro, circo e outros grupos artísticos da cidade, porque nesta cultura todas as manifestações são bem-vindas. A tarde contará ainda com shows de alguns dos mais expressivos grupos e artistas do cenário carioca

Para encerrar o evento, a exibição do documentário “L.A.P.A.”, do Caví Borges e Emílio Domingos, que trata do universo do hip hop e do cotidiano de quem busca sobreviver de música no Brasil, tudo ambientado no tradicional e boêmio bairro da Lapa.

Sobre a História do Hip Hop

Em 12 de novembro é comemorado o ‘Dia Mundial do Hip Hop’ e o aniversário da Zulu Nation Universal. Vale lembrar que Nova York, em especial o bairro do Bronx, nessa época era assolada por guerras de gangues juvenis. E o MC/DJ Afrika Bambaataa, com seus apoiadores reuniram os jovens para, em vez de se matar, realizar suas batalhas através da dança. Uma dança de rua pacificadora, geradora de harmonia, com suas mensagens cantadas através de poemas ritmados e impressas nas artes dos grafites. Assim nasceu uma cultura que hoje está cada vez mais viva e ativa, principalmente nas grandes cidades do mundo.

No Brasil, esta cultura chegou na década de 80 e, mesmo sem o apoio da grande mídia, conquistou corações e mentes juvenis. E é isto que o Hip Hop Celebra vai comemorar. Paz, harmonia e consciência juvenil. Uma mistura de atividades e manifestações artísticas, com base nos elementos desta cultura.

O Opalão76 Hip Hop Crew e a Nação Hip Hop Brasil estarão presentes neste dia, que pode significar um passo para alguma união do movimento hip hop carioca, tão fracionado por divergências pequenas e até mesmo por preconceitos. O funk mostrou que a unidade é fundamental para que haja avanço e vitórias.


Serviço: Hip Hop Celebra
Dia: 12 de novembro (quinta-feira)
Local: Centro da Cidade (concentração: Candelária l encerramento: Buraco do Lume)
Horário: a partir das 12h
Entrada Franca
Censura Livre

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O álbum do ano



The Blueprint 3 é o décimo primeiro álbum de hip hop do rapper americano Jay-Z, lançado 8 de Setembro de 2009 pela sua editora discográfica, Roc Nation, nos Estados Unidos. O álbum foi lançado digitalmente e no Reino Unido no dia 11 de Setembro de 2009, e o lançamento mundial a 14 de Setembro do mesmo ano. É o capítulo final da trilogia Blueprint, precedido pelo aclamado pela crítica The Blueprint (2001) e seu seguimento do The Blueprint ²: The Gift & The Curse (2002). O álbum inteiro foi vazada em 31 de Agosto de 2009. Após o seu lançamento, o álbum recebeu geralmente opiniões positivas dos críticos de música, com base em uma pontuação total de 65% de 100% do Metacritic. O álbum vendeu cerca de 476.000 cópias na semana de estreia.

Jay-Z, que depois do "The black album" soltou rumores de que iria encerrar a carreira, sem dúvida alguma é um dos nomes mais bem sucedidos do hip hop mundial. Além dos milhões de CDs vendidos e de ser namorado da Beyoncé, o rapper ainda é dono de uma gravadora (Rocca Fella), de uma marca de roupas (Rocca Wear) e de uma marca de vodka. "The blueprint 3" reafirma esta diferença de Jay-Z, que com talento e experiência nos proporciona um excelente álbum, que foge do atual estereotipo do Rap americano dominado abolutamente pelo bounce, que é aquela batida lenta e quebrada, que tem em Lil Wayne e Soulja Boy os seus principais nomes atuais e está presente em 9 de cada 10 novas produções.

Dentre as várias músicas boas do disco, tem vaga cativa nos meus sets: "Run this down" (feat. Kanye West & Rihanna), "Empire state of mind" (feat Alicia Keys) e "Already home" (feat. Kid Kudi).

BERTOLD BRECHT



Essa semana foi marcada pela revolta dos usuários do serviço de trens no Rio de Janeiro, cuja maioria absoluta é composta por trabalhadores de baixa renda, moradores das Zona Norte e Oeste e da Baixada Fluminense, que, diariamente, além de sofrerem com a superlotação das composições e constantes atrasos, ainda passam por constantes humilhações como aquela filmada há um tempo atrás, onde agentes de segurança, usavam a alça do apito para chicotear as pessoas e as entulhar para dentro do trem, como se fossem gado. Esta semana um trem parado há mais de uma hora próximo a estação de Nilópolis, que permaneceu com as portas fechadas, obrigando os passageiros, incluíndo idosos, a saírem pela janela foi o estopim de uma revolta que acabou em quebra-quebra e um trem incendiado. A mídia e aqueles que circulam pela cidade em seus carros com ar condicionado, falaram de vandalismo, mas peço licença para recorrer ao sempre atual escritor alemão Bertold Brecht para definir o ocorrido:

"Dizem violentas as águas de um Rio que tudo arrasta, mas não dizem violentas as margens que as oprimem"

terça-feira, 29 de setembro de 2009

WASSUP? NESTA QUINTA NO CLANDESTINO



Algum tempo afastado da produção cultural devido aos meus compromissos na Secretaria de Cultura, estou voltando aos poucos. A primeira empreitada é a festa WASSUP? que estréia nesta quinta no Clandestino (Rua Barata Ribeiro, 111 - Copacabana) a partir das 23h. Nesta nova festa, estarei sempre recebendo um DJ convidado. Na estréia, nesta quinta (01/10)estarei recebendo o DJ Tucho (Opalão76). No dia 15/10 é a vez da DJ Flávia Xexéo ser a convidada.

Como é tradicional, rola aquela listinha amiga - R$10 de entrada até 0:30h. É só mandar os nomes para opalao76@ig.com.br até as 18h do dia da festa.

"O disco gira e o Opalão76 roda, porque jacaré parado vira bolsa"

domingo, 27 de setembro de 2009

VEM AÍ A 1ª CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA


Após anos de isolamento, o Rio de Janeiro finalmente se integra ao Sistema Nacional de Cultura e realiza a sua 1ª Conferência Municipal de Cultura nos dias 24 e 25 de outubro no Palácio Gustavo Capanema, no Centro. A Conferência, que irá dar as diretrizes para a eleboração do Plano Municicpal de Cultura em harmonia com as orientações do Plano Nacional de Cultura, também elegerá delagados para a Conferência Estadual.

A 1ª Conferência Municipal de Cultura, começou com reuniões preparatórias por linguagem e será precedida das pré-conferências regionais, onde haverão discussões e serão eleitos os delegados da conferência. Estas são as datas e locais:

3/10/2009 – 8 às 17h
Bangu – Lona Cultural Hermeto Pascoal, Praça 1º de Maio
Campinho – Escola de Samba Tradição, Estr. Intendente Magalhães, 160
Pechincha – Lona Jacob do Bandolim, Pça. do Barro Vermelho
Andaraí – Escola de Samba Salgueiro, R. Silva Telles, 104
Centro – Teatro Municipal Carlos Gomes, Praça Tiradentes, s/n
Copacabana – Sala Municipal Baden Powell, Av. N.S. Copacabana, 360

4/10/2009 – 8 às 17h
Campo Grande – Auditório da Faculdade UNISUAM, R. Alfredo de Moraes, 548
Olaria – Clube do Olaria, R. Bariri, 251.

17/10/2009 – 8 às 17h
Centro – Teatro Municipal Carlos Gomes, Praça Tiradentes, s/n
Copacabana – Sala Municipal Baden Powell, Av. N.S. Copacabana, 360

As inscrições poderão ser feitas até 30/09 pelo site www.rio.rj.gov.br/conferenciamunicipaldecultura

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O FIM DE MAIS UMA HIPOCRISIA



O Rio de Janeiro parece dar sinais de está começando a se livrar da sua triste tradição de hipocrisias e oportunismos políticos paliativos midiáticos. Depois de derrubar a absurda lei que causava embaraços para a realização de bailes funk e raves, agora outro ítem proibido, fruto da cidade volta a ser legalizado: o MMA (antigamente conhecido como vale-tudo).

Esta modalidade esportiva que há muito vem conquistando fãs em todo o mundo, que possui várias revistas especializadas e inclusive um canal de TV por assinatura, que movimenta milhões de dólares planeta à fora, desde setembro de 1997 estava proibida na cidade do Rio de Janeiro, berço deste esporte. Na ocasião e eu estava presente, em um torneio de vale-tudo realizado no ginásio do Tijuca Tenis Clube, no meio da luta principal da noite entre Renzo Gracie (Jiu-Jitsu) e Eugênio Tadeu (Luta Livre) houve uma pane de luz que provocou a interrupção do combate. Na sequência começou uma pancadaria na platéia e o evento terminou desta forma triste. Na época, o então Secretário Municipal de Esportes, José Moraes, reuniu os presidentes das entidades ligadas a luta na prefeitura - onde estive também representando a Liga Carioca de Jiu-Jitsu - e anunciou que por decisão do então Prefeito Luis Paulo Conde, o Vale-Tudo estava proibido na cidade do Rio de Janeiro.

É aquela velha piada: ocorreu um problema. Em vez de se procurar as causas do problema e procurar medidas efetivas de organização para que o problema não volte a acontecer, preferem proibir. Com isso gera-se o fato na mídia e atende-se aquela parcela reacionária que encara tudo como "perturbação da ordem pública". Único dos presentes a contestar de forma veemente a medida ( a Liga talvez fosse naquela reunião a única entidade não patrocinada pela Secretaria de Esportes) eu fiz a comparação: "engraçado: quantas pancadarias já tiveram em jogos no Maracanã, inclusive com mortes? E aí? proibiram o futebol?" No que fui abafado pelos puxa-sacos de plantão, que deram razão ao Secretário.

Neste sábado, dia 12 de setembro, no Maracanãzinho, o Rio terá de volta o velho e bom vale-tudo, agora altamente profissionalizado e com o nome universal de MMA (Mixed Martial Arts), com o apoio das 3 esferas do poder público. As antigas rivalidades entre as artes marciais foram superadas, uma vez que hoje em dia, um só tipo de técnica não é mais o suficiente para se conseguir a vitória, o que obriga esta trasnversalidade de técnicas, que leva um lutador a treinar com professores de outras modalidades e com isso a tensão ficou bem menor, principalmente entre as torcidas. Que o Bitetti Combat seja o primeiro de vários eventos e que ocorra na maior organização e paz possível

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A VITÓRIA DO FUNK



Deputados estaduais do Rio votaram, no início da noite desta terça-feira (1º), a favor da revogação da lei que impõe normas para a realização de eventos como raves e bailes funk em comunidades do Rio. Na mesma sessão, os deputados também aprovaram o projeto de lei que define o funk como movimento cultural.

A lei revogada nesta terça era de autoria do deputado cassado Álvaro Lins, ex-chefe de polícia no governo de Rosinha Garotinho, e foi aprovada no dia 27 de maio de 2008

O projeto de lei aprovado será encaminhado para a sanção do governador Sérgio Cabral. Segundo a assessoria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a nova lei assegura a realização de manifestações próprias relacionadas ao funk e diz que os assuntos relativos ao estilo sejam, prioritariamente, da competência de secretarias ou outros órgãos ligados à cultura.

Centenas de funkeiros e admiradores do ritmo carioca ficaram reunidos em frente Alerj, com carro de som, aguardando a votação dos deputados estaduais.

Grandes nomes não só do funk, mas também do samba, estavam presentes nas escadarias da Alerj: Neguinho da Beija-Flor e Ivo Meirelles, que levou a bateria da Mangueira para o encontro. DJ Malboro e Rômulo Costa (fundador da Furacão 2000) comandam o movimento, enquanto MC Leonardo (presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk) e MC Júnior animavam mais de 400 pessoas que se aglomeraram em frente à Alerj.

Além do nosso apoio expressado aqui no blog e em outros canais da internet, estivemos presentes, tanto na audiência pública (foto ao lado do camarada Guilherme da Nação Hip Hop), como também na votação da ALERJ. O mais interessante foi ver aquele monte de deputado que votou à favor da lei fazendo mea culpa e se dizendo "funkeiro desde crinacinha". Até o reacionário deputado Flávio Bolsonaro subiu à tribuna para dizer que "desde criança ouvia a Furacão 2000".

Bem, independente de qualquer coisa, não posso deixar de destacar a união do movimento funk (quem dera que isso acontecesse no hip hop) liderado pelo MC Leonardo à frente da APA-Funk e também a dedicação do Deputado Marcelo Freixo, que comprou o barulho e encaminhou o processo dentro da ALERJ.

Foi um momento histórico, não só para o funk, mas para a cultura brasileira, esta que no seio de sua "intelectualidade" infelizmente ainda é tão preconceituosa.